9 de Nov de 2009

blue / azul

praia do Guincho


prefiro aqui. uma tarde frente ao mar por todas as horas inúteis engolidas pelo tempo. uma tarde que escreva este instante na memória e o esqueça. para que regresse sempre, trazido pela bruma ou pelo vento, pelo sal na tua pele ou pelo azul do mar que subitamente se lembra.

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8 de Nov de 2009

grey /cinza

praia das Avencas

há dias em que o sol não cintila no mar. não incendeia a espuma das ondas nem arde na beira-mar. explode por cima das nuvens e do vento, lá onde as palavras se transformam em gaivotas e os desejos em estrelas do mar e o céu é azul, azul, azul.

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7 de Nov de 2009

silver /prata

praia das Avencas

no mar, entre ventos contrários e nuvens ameaçadoras, quando o vento começa a soprar forte e a ressaltar no ar, a luz afoga-se nos olhos e as palavras submergem na espuma e no sal. o sol despede-se, derrotado, inundando as ondas de silêncio e luar.
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6 de Nov de 2009

gold / dourado

Lisboa

no horizonte, onde o sol se despe de nuvens e sentido, o rio confunde-se com o mar.
em terra, todos os equívocos se cobrem de ouro e sombras.
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5 de Nov de 2009

grey /cinza

praia das Avencas


conselhos de turma intercalares non stop depois das aulas. informações avulsas e a granel, gripe e substituições, projectos curriculares de turma, competências gerais, perfis e caracterizações, planos de acompanhamento e desenvolvimento, estratégias e metodologias, currículos próprios e currículos específicos, adaptações curriculares e outras maravilhas educativas que culminarão numa apoteose de exaustão administrativa em pleno frenesim natalício.
se não fosse à beira mar, não sei...

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4 de Nov de 2009

silver /prata

praia das Avencas

outono em pleno, cinzento e a pedir transcendência musical estrada fora. reuniões, reuniões, reuniões. testes e mais testes empilhados à espera de melhor sorte. felizmente a memória do sol nestes dias de chumbo e prata. felizmente o eco da tua voz à distância, na praia.
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3 de Nov de 2009

blue / azul

Lagos

alinhei palavras como se fossem telhas e delas dependesse a nossa casa. uma casa antiga, com vozes e memórias de outras histórias, de muitas gargalhadas. às pedras fui buscar o frio e o calor e encontrei silêncio e paz. nas pedras escrevi frases inteiras, desencontradas, tentativas desajeitadas de ser futuro e voltar atrás. e sempre a luz. o azul. o azul brilhante do mediterrâneo, o azul escuro do atlântico, calor, vento e sal.
alinho palavras como se fossem telhas de um telhado e delas dependesse a noite ao nascer do dia.

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