
muito haverá a dizer sobre o quadro inteligente, mas eu, galinha tonta pouco dada a estes cacarejos informáticos, fico-me, para já, nos procedimentos preliminares.
primeira etapa - preencher três formulários de requisição: para a sala de audio visuais, o quadro inteligente, o portátil do departamento e levantar as chaves das duas portas;
segunda etapa - no centro de recursos, levantar o portátil, um saco com os cabos, as canetas inteligentes, o comando da traquitana do tecto; ah, e a chave de fendas para apertar a ficha não sei quê ao portátil;
terceira etapa: carregar a tralha toda, mais a mala e o livro de ponto escada acima, abrir as portas (uma delas, evidentemente, abre ao contrário) num equilíbrio ameaçador e patético;
quarta etapa - largar o carrego e começar a montar o estaminé – retirar as fichas do vídeo e da televisão da extensão e ligar as do portátil e do quadro, ligar a a maquineta do tecto, pôr a carregar as canetas, ligar o quadro ao portátil, apertar os parafusos da ficha, e ligar ambos;
quinta etapa - refazer tudo pelo menos duas vezes, porque algures a ordem deste universo cabalístico foi alterada e apesar das luzinhas variadas a piscar alegremente a coisa não quer acontecer;
sexta etapa - a turba ignara, excitada com as promessas do primeiro ministro na televisão e os comentários desdenhosos dos amigos, está pronta para a sessão de efeitos. está fora de questão defraudá-los neste terreno pantanoso que são as aprendizagens actuais. o pior é que nesta fase dos acontecimentos tenho um crash neuronal e varrem-se-me da memória, irremediavelmente, as instruções para as etapas seguintes, amavelmente explicadas por um companheiro de lides.
acho que vou ensaiar tudo outra vez, com música e passos de dança. eu bem percebo que começa a tornar-se esquisito ainda não ter abrilhantado o meu magistério com uma sessão no quadro inteligente.