
já não se pode e ainda nem começou!...
um risco negro à volta dos olhos faz parte de mim. como não nasci com ele, desenho-o todos os dias. quando estou demasiado cansada, ou desatinada, ou sei lá porquê, esqueço-me. uma ou duas vezes por ano, talvez. foi o que aconteceu ontem. sala de professores cheia, conversa animada (motivação colectiva, pois); nenhum comentário. recado à direcção de turma, alguma estranheza que relacionei com o assunto em causa; nenhum comentário. dois minutos depois de começar a aula com o meu asperger: "a professora hoje não pôs maquilhagem" a olhar, como de costume, para outro lado. foi o seu primeiro comentário espontâneo este ano lectivo.

ora deixa cá ver: três turmas de testes para corrigir, oito páginas delirantes de items de avaliação de professores para analisar, manual e reunião de professores aplicadores das provas de aferição. (aplicadores! por favor!...), cinco adolescentes com as hormonas aos saltos, engalfinhadas, entre choros e trepidações de telemóveis. as invasões bárbaras confundidas com as invasões napoleónicas (será alguma telenovela brasileira?). não esquecer a escolha do manual, abençoada pelo simplex e alvo de apenas um formulário (on-line, claro).

as maias
das giestas em flor da tradição celta, ligadas ao início do verão e à celebração da união do princípio feminino e do princípio masculino presentes na natureza, às maias que o cristianismo tolerou nas portas das casas, para as proteger do maléfico.
