não procures nas esquinas do teu corpo
o calor da minha mão
a noite acordou e eu esqueci-me
da irredutível solidão da tua sombra
não procures no silêncio do teu corpo
o sabor da minha voz
o dia adormeceu cansado de palavras
e eu perdi-me na mágoa de sermos nós
não procures na nudez do teu corpo
o caminho dos meus beijos
o nosso tempo acabou de madrugada
quando se sonham risos e desejos
.

5 comentários:
Ou o amor é um irmão gémeo da liberdade, ou... mudemos-lhe o nome.
Abraço de mãos abertas!
não sei se amor e liberdade são irmãos gémeos, mas sei que ora são inseparáveis ora se excluem mutuamente...é por aí, Aldina?
mil beijos
Liberdade versus exclusão mútua, muito bom :) Que maravilha! Eu, liberdade, e o meu gémeo, amor, estamos inseparavelmente felizes;)
Mil beijos, amiga, que me desenhas rapidamente, quase sempre, múltiplos sorrisos nestas passagens pela tua vida às cores!
Belos são os frutos da mágoa e do desencanto, são esses que vale a pena colher. Não o queixume em si mesmo. E a San poeta coloca-os nas nossas mãos com enorme delicadeza e sensibilidade. Que lindo poema, San!
Lindo!
Toda a página pode ser virada com um gesto bonito...
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